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Sorvete que não derrete na Crise!

Ontem eu sai para tomar um sorvete com minha família e aproveitei para visitar a soverteria de um amigo, Alexandro Luchesi e sua esposa Laiza Machado, que foi inaugurada a pouco tempo.  E tive uma surpresa muito agradável ao enfrentar uma fila que durou quase 10 minutos para tomar meu sorvete! Aliás, um sorvete diferenciado (apesar de que ele não gosta que eu chame de sorvete, tem que ser Gelato!), feito no local mesmo, inclusive a própria casquinha é feita na hora!  Engraçado que a fila continuou durante todo o dia, fiz questão de observar alguns detalhes e reparei, inclusive, que a sorveteria fica praticamente em um quarteirão isolado da Savassi e nos fins de semana não tem fluxo de pedestres, e mesmo assim as mesas estavam lotadas e outras pessoas ainda aguardavam para tomar o seu.

Eu conheço o Alexandro já tem um tempinho e antes de abrir a sorveteira conversamos sobre negócios, ele até me pediu algumas dicas e acabou resolvendo montar uma gelateria aqui em BH. Ele como a maioria dos empreendedores estava com várias outras possibilidades de negócios para montar na cabeça, pensou em cachaçaria, depois em uma micro cervejaria e depois ele chegou a gelateria! O meu alerta naquele momento era apenas em função de ter cuidado com os modismos do qual a alimentação brasileira tem passado, como a própria paleta mexicana que já está em baixa, pizza de cone, entre outros insucessos. A cultura de alimentação é muita lenta para se mudar e inserir novos alimentos, exemplo do japonês que ficou anos até se consolidar no mercado.

E ele seguiu acreditando nas suas ideias, importou umas máquinas, estudou e fez um negócio extraordinário! Por não se tratar de uma franquia foi preciso criar e conceber todos os passos para que pudesse criar uma loja diferente, conceitual.  E o bacana dessa história é isso, é a vontade de fazer um negócio bem feito, fazer direito, e foi isso que esse casal fez! Criaram um negócio para ser um sucesso.

E independente da crise ele inaugurou há uns quatro meses atrás e está aí quebrando barreiras. É claro que ele teve suas dificuldades, principalmente para treinar sua equipe, de acertar ponto do sorvete, de desenvolver e aprender o negócio na prática.

Agora tive a honra e o prazer de visitá-lo e tomei ainda um café especial, chamado jacu Bird Coffe. Pra quem não conhece é feito a partir das fezes do pássaro jacu e que se revelou surpreendentemente saboroso juntamente com seus acompanhamentos. É importante ressaltar que mesmo o local estando lotado a qualidade do atendimento e dos produtos servidos é impressionante.

E a noite ele me mandou uma mensagem agradecendo minha visita porque ele não estava lá e disse que ainda tinha fila, É isso era por volta das 20 horas num domingo.  Neste dia foram atendidas mais de 2.300 pessoas. O curioso é que no mesmo dia, feliz com o sucesso dele, acabei passando em frente de outras sorveterias  para analisar o fluxo dos concorrentes e comprovei que realmente o negócio era um sucesso. As sorveterias tradicionais não tinham nem um 1/5 do movimento que ele tinha. Aí a gente percebe com clareza que a diferença é: foi um negócio feito para dar certo. Isso porque houve muito estudo e eles se preparam para tudo o que está acontecendo hoje. E para eles eu não tenho dúvida que apenas o céu é o limite, parabéns pelo sucesso amigos!

 

Publicado originalmente em 9 de Novembro de 2015

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